Duca Reis Entertainment News

Esse blog foi criado por Duca Reis, com o objetivo de expressar opiniões à respeito de diversos assuntos, além de informar e entreter as pessoas interessadas em comentários brilhantes e pertinentes.

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Terra Blog

21.04.08

KIRIKÚ E A FEITICEIRA

categorias: MÍDIA E PODER

 

Aproveitei o feriado e assisti “Kirikú e a Feiticeira”. Essa animação em cores, do diretor francês, Michael Ocelot, é baseada num conto da África Ocidental sobre uma aldeia que sofre com as malvadezas da feiticeira Karabá e tem no pequeno Kirikú, uma esperança contra as forças do mal.
Na aula da última sexta-feira, assistimos alguns minutos dessa bela história, e aproveitamos para debater alguns pontos interessantes.
Kirikú nasceu numa aldeia dominada pelo medo. Medo da poderosa e maligna, Karabá. Essa feiticeira havia secado a fonte, roubado os ouros e comido todos os homens que a enfrentaram. O clima na aldeia era de resignação, nada poderia ser feito. Até mesmo, o Contador de Histórias da aldeia, que com sua experiência, deveria ter fé, era pessimista. Mas Kirikú era corajoso e perseverante. Apesar de pequeno, ele era grande, e não sossegaria até descobrir porque Karabá era tão mal. Com sabedoria, Kirikú salvou seu tio, e um grupo de crianças das garras da feiticeira. Sendo que essas crianças após serem salvas, não seguiram os conselhos do pequeno herói e tiveram que serem salvas novamente. Mesmo ajudando a aldeia, Kirikú, não era bem tratado por todos. Ninguém agradecia sua valentia. Kirikú não se conformou que a fonte estava seca, afinal eles podiam viver sem o ouro, mas não sem água, e foi até lá tentar descobrir como a feiticeira fez isso. Ele descobriu que tinha um elefante bebendo a água, impedindo que ela chegasse até a fonte. O menino matou o elefante e obteve êxito para desespero de Karabá.



QUEM NÃO VIU E NÃO QUER SABER O FINAL, FAVOR PARAR POR AQUI. MAS QUEM QUISER SABER O RESTO DA HISTÓRIA, SEGUE ABAIXO.


Kirikú continuava sem entender o motivo da ruindade de Karabá. Sua mãe, disse que o único que poderia responder essa pergunta era o Sábio da Montanha Proibida, que na verdade era avô de Kirikú. A criança resolveu ir ao encontro do Sábio, mesmo sabendo que a feiticeira não permitia a ida para a Montanha Proibida. Para escapar das sentinelas da princesa, a mãe de Kirikú levou-o escondido até uma determinada parte do caminho, depois era com o menino. Com astúcia e coragem, Kirikú, enfrentou vários animais perigos, como um Gambá e um Javali, e conseguiu chegar a Montanha Proibida. Seu avô recebeu-o e respondeu suas questões. O Sábio explicou que a feiticeira era mal, porque em suas costas estava cravado um espinho envenenado, e que ela não devorava os homens e não colocou o elefante dentro da gruta. Mas como o pessoal da aldeia acreditava nessas histórias, Karabá não desmentiu, pois quanto mais medo, mais poderosa ela ficava.
Ao invés de partir para uma vingança contra a feiticeira, o menino resolveu ajudá-la. Ele retirou o espinho e Karabá perdeu seus poderes e deixou de sofrer. Kirikú pediu um beijo para a ex-feiticeira e ao receber se transformou num homem. Eles foram até aldeia e foram mal recebidos. Ele porque ninguém o reconheceu e ela por causa de todo mal que tinha feito. A mãe do ex-menino reconheceu Kirikú, então à aldeia permitiu a permaneça dele, mas não a de Karabá. Kirikú disse que não podia viver sem Karabá. Então, o Velho Sábio da Montanha chegou carregado por vários homens. Esses homens eram aqueles que supostamente tinham sido comidos por Karabá. O Sábio explicou que na verdade, ela os tinham transformado em objetos obedientes, e que, quando Karabá foi libertada do mal, os homens também foram libertados. E tudo acabou bem nesse épico, que discute temas importantes como o perdão e a solidariedade, a coragem e a determinação, fé e perseverança. Um filme educativo para todas as idades.

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