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A classe reunida para seu último ato
E numa noite fria, do vigésimo dia do mês de junho, após 15 aulas, terminamos mais uma disciplina do curso da Pós-Graduação de Comunicação Social da Faculdade Cásper Líbero.
Não só por estudar e debater o poder da mídia no nosso mundo globalizado, por sinal, um tema que me agrada bastante, eu adorei ter cursado esta disciplina, pois além do aprendizado que eu obtive, conforme já citei outras vezes neste blog, eu tive a chance de conhecer e me relacionar com pessoas, experientes e não-experientes, jornalistas e não-jornalistas, no qual tentei pegar um pouquinho de cada um e tenho certeza que me ajudará bastante daqui para frente.
Muito desse relacionamento, só foi possível, graças à metodologia de trabalho, adotada pelo Prof. Dimas. Em pouco mais de quatro meses, cada grupo teve que realizar dois seminários, que proporcionaram um maior contato entre os estudantes, e mais tempo para nos conhecermos melhor. Essa convivência fez com que eu ganhasse novos amigos.
Queria aproveitar o espaço e agradecer meus amigos, que estiveram comigo na realização dos dois seminários, Carlos Sergipe, Vitor, Renata, Liziara, Heloísa, Vivian e Marcel. Foi um prazer trabalhar com vocês!
Obrigado também a outras duas pessoas, que não estavam no nosso grupo, mas que foram igualmente importantes. Luiz Galvão, que sugeriu e nos ajudou no contato com a jornalista Fátima de Souza, que nos deu uma ótima entrevista e foi importante para a realização de nosso trabalho sobre o PCC, e ao Iuri, que foi muito generoso em emprestar sua câmera para a realização de nossa entrevista.
E por fim, é claro, agradeço ao Prof. Dimas, que foi único, com sua simpatia e inteligência.
Valeu!

criado por Duca Reis
20:42:52Para quem não teve o privilégio de acompanhar e aprender a nossa disciplina, segue abaixo a relação de obras sugeridas para o desenvolvimento do curso:
• ARBEX JÚNIOR, José. Showrnalismo: a notícia como espetáculo. São Paulo: Casa Amarela, 2001.
• CASTELL, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a sociedade, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
• CHAUÍ, Marilena. Simulacro e poder. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2006.
• CHOMSKY, Noam. Controle da mídia: os espetaculares feitos da propaganda. Rio de Janeiro: Graphia, 2003.
• COSTA, Caio Túlio. “Por que a nova mídia é revolucionária”. Líbero IX, n. 18, dez. 2006, pp. 19-30.
• DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
• DEBRAY, Régis. O Estado Sedutor. Petrópolis: Vozes, 1994.
• HOHLFELDT, Antonio. “Hipóteses contemporâneas de pesquisa em comunicação”. In: HOHLFELDT, Antonio, MARTINO, Luiz C. e FRANÇA, Vera Veiga, Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências. 5ª. edição, Petrópolis: Vozes, 2005, pp. 187-240.
• HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. 2ª. edição, Rio de Janeiro; Globo, 2001.
• JORNAL NACIONAL: A NOTÍCIA FAZ HISTÓRIA. 12a. ed. revista, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.
• KELLNER, Douglas. A cultura da mídia. Bauru, SP: Edusc, 2001.
• KOVACK, Bill e ROSENSTIEL, Tom. Os elementos do jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o público exigir. São Paulo: Geração Editorial, 2003.
• KUCINSKI, Bernardo. Jornalismo na era virtual: ensaios sobre o colapso da razão ética. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, Editora Unesp, 2005.
• KUNSCH, Dimas A. O Eixo da Incompreensão: a guerra contra o Iraque nas revistas semanais brasileiras de informação. Tese de Doutorado, São Paulo: ECA-USP, 2004.
• KUNSCH, Dimas A. “Comprehendo, ergo sum: epistemologia complexo-compreensiva e reportagem jornalística”. Communicare 5, n. 1, 1º semestre 2005, pp. 43-54.
• KUNSCH, Dimas A. “Teoria guerreira da incomunicação: jornalismo, conhecimento e compreensão do mundo”. Líbero ano VIII, n° 15/16, 2005, pp. 22-31.
• LIMA, Venício A. de (org.). A mídia nas eleições de 2006. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2007.
• MORAES, Dênis de. O planeta mídia: tendências da comunicação na era global.Campo Grande: Letra Viva, 1998.
• MORAES, Dênis de (org.). Por uma outra comunicação. Rio de Janeiro: Record, 2004.
• MORIN, Edgar. A cabeça bem-feira: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
• ORWELL, George. 1984. 29ª. edição, São Paulo: Editora Nacional, 2003.
• RAMONET, Ignacio. A tirania da comunicação. Petrópolis, Vozes, 1999.
• SERVA, Leão. Jornalismo e desinformação. 2ª edição, São Paulo, Editora Senac, 2001.
• TALESE, Gay. O reino e o poder: uma história do New York Times. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
• TOSCANI, Oliviero. A publicidade é um cadáver que nos sorri. 2ª. edição, Rio de Janeiro: Ediouro, 1996.
• WARD, Mike. Jornalismo online. São Paulo: Roca, 2006.
BOA LEITURA!

criado por Duca Reis
20:39:57
Grupo "1984" apresentando o seminário
O que eu mais gostei da disciplina, foram os seminários. Para quem fez, foi um grande aprendizado, pois é necessário um meticuloso trabalho de pesquisas, além de longos, e em alguns casos, calorosos debates entre os integrantes do grupo. E para quem assistiu, foi uma ótima oportunidade de conhecer e aprender sobre diferentes temas.
Eu e meu grupo fizemos um mini-seminário sobre o dia 15 de maio de 2006, no qual o PCC, com “ajuda” da imprensa sitiou a cidade de São Paulo. Eu e a Renata, outra integrante do grupo, fomos até a casa da jornalista Fátima Souza, ex-repórter da Record, que trabalhou no fatídico dia. Conseguimos uma ótima entrevista e mostramos para a classe.
No seminário sobre a obra-prima de George Orwell, “1984”, fizemos um paralelo do livro com o mundo real. As guerras, as alianças políticas, as ditaduras e a falta de privacidade foram assuntos abordados, e por incrível que pareça, chegamos à conclusão que essa obra ficção de Orwell, escrita no longínquo ano de 1948, não é tanta ficção.
Em relação aos outros grupos, gostei bastante dos mini-seminários, sobre a Playboy, por motivos óbvios, e do estudo em que um grupo fez sobre as diferenças entre a linhas de trabalhos adotadas pelas revistas, “Veja” e “Carta Capital”, sobre a renúncia de Fidel Castro. Foi uma aula de jornalismo.
Já nos seminários, tivemos ótimas abordagens sobre os livros, “Admirável Mundo Novo”, “A mídia nas eleições de 2006” e “A Galáxia da Internet”, neste último, o seminário foi voltado sobre o Google, à marca mais valiosa do mundo. Porém meu destaque fica para o grupo das “eleições”, que tiveram muito mérito em esconder suas preferências políticas e com muita neutralidade citaram o papel da mídia nas eleições de 2006.

criado por Duca Reis
20:38:26O domínio dos grandes conglomerados foram um dos pontos altos do curso. Eu sabia da forças dessas empresas, mas nem tanto. O caso FOX/MONSANTO, que foi mostrado em sala de aula, através do documentário, The Corporation, foi bem marcante. A Monsanto pressionou a Fox para não divulgar os estudos que ligavam o Posilac a casos de câncer, e que levaram esta hormona a ser banido na UE. A Fox acabou por despedir os jornalistas que se recusaram a pactuar. Talvez seja um erro quando a mídia é considerada o quarto poder, talvez ela seja o primeiro e grande poder. Duas dezenas de conglomerados veiculam dois terços das informações e dos conteúdos culturais disponíveis no planeta.
Nos anos 80, eram cerca de 50 as empresas transnacionais de mídia. Caíram para 27 nos anos 90 e no final de 2000 eram 7os maiores conglomerados midiáticos no mundo. São eles:
1º Time Warner
2º Disney
3º Vivendi-Universal
4º Viacom
5º Bertelsmann
6º Sony
7º News Corporation

criado por Duca Reis
20:33:37A morte da garotinha Isabella Nardoni, em março deste ano, mais uma vez nos fez refletir sobre o verdadeiro papel da mídia. A mídia tem sido o quarto poder, pois tem manipulado a opinião pública, a ponto de ditar regras de comportamento e influir nas escolhas dos individuos e por fim da propria sociedade. No caso da menina de 5 anos, a mídia transformou essa tragédia, numa novela doentia, conforme o antropólogo Roberto Albergaria disse numa entrevista para a Terra Magazine. Assim como nos casos do PCC, e principalmente no caso da Escola Base, no qual a imprensa se destacou negativamente, a mídia tratou e vem tratando esse crime bárbaro com show e sensacionalismo, não se preocupando com os sentimentos dos parentes da vítima e condenando os réus, sem que eles fossem julgados. Não cabe à imprensa julgar ninguém. Quem julga é o judiciário. A imprensa tem que relatar os fatos e informar a sociedade sobre o acontecido. Nada mais do que isso. Por conta disso, tivemos ótimos debates em sala de aula.

criado por Duca Reis
20:32:26